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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Filosofia Psicologia e UX: minhas percepções


Entrei no meio acadêmico cursando Filosofia em meados de 2012 quando eu era apenas uma adolescente curiosa e em busca de algo que confortasse a minha alma. Saí do ensino médio direto para a faculdade, e aos dezessete já estava estudando Platão, Aristóteles, Descartes, Schopenhauer, Nietzsche entre tantos outros...

Em 2014 faltando cerca de 2 períodos para concluir o curso decidi mudar. Foi um susto para todos. Sempre senti que minha “vibe” era mais prática do que teoria, eu queria experiências, queria o contato com outro, estar no meio de pessoas, interagindo e auxiliando-as a encontrarem também, meios para sanar a inquietação da alma. Foi então que em 2015 passei novamente no vestibular, dessa vez pra Psicologia.

Mas o que UX (user experience) tem a ver com isso? Ora, todo conhecimento é interligado, é quase impossível estudar uma ciência sem fazer relações com outras teorias e vertentes, gosto de imaginar tudo numa “teia” da qual uma coisa se liga a outra. Caí de paraquedas nesse meio e sinto que enfim encontrei o que queria. Após algumas experiências resolvi escrever sob minha percepção, como, de alguma forma essas duas áreas colaboram no dia-a-dia ao lidar com as pessoas (usuários/sujeitos) seja no trabalho, nas atividades práticas da faculdade, na vida etc...

Um dia desses estava lendo uns artigos no Medium (A Guide to Persuading Users with Words, by Jason Fox), e me dei conta que mesmo inconscientemente eu acabo usando a retórica  de alguma forma quando vou a campo para realizar pesquisa com usuários. Sabendo que muitas vezes é difícil colher informações sobre determinado objeto que está sendo investigado, principalmente quando se espera um olhar mais crítico da pessoa em alguma tecnologia, levando em consideração que pessoas tem diferentes personalidades, sendo necessário saber como lidar com cada uma delas (aí entra a psicologia de novo). É claro que aqui a retórica é usada para obter informações mais claras e lógicas dos usuários, mas com muito cuidado para não influenciá-los a chegar a alguma colocação.

Assim como na retórica clássica, é preciso ter o cuidado para não manobrar o sujeito para o que você espera que ele faça e o que ele percebe naturalmente sem estímulo do moderador. Ou seja, é preciso muito cuidado para não enviesar a pesquisa, em outras palavras: não sejam sofistas! Haha.

Mas não apenas em pesquisa com usuários, a retórica também pode ser usada (e percebida) em interfaces, auxiliando o usuário ao tomar uma decisão:

Fonte: Spotify


Evidentemente, esses dois campos do saber são muito ricos cada um em sua particularidade, contendo uma gama de teorias e técnicas, porém, se assemelham em alguns aspectos. Conhecer um pouquinho de cada coisa ajuda bastante ao visualizar a “coisa” como uma grande teia de conhecimento.

Fonte: acervo pessoal UX Day

Abraços! 

#MillyUmaUtilidades 
Instagram: @emillymaa 
E-mail: mostemilly@gmail.com 


sexta-feira, 24 de março de 2017

Psicologia e Design, é possível?

Sempre fui uma pessoa curiosa e nunca tive a vontade de ficar para sempre executando a mesma tarefa, fazendo as mesmas coisas para sempre, pelo contrário, queria desbravar o mundo, aprender cada vez mais e interagir com outros estudiosos de uma área diferente da minha. Como vocês já sabem, iniciei no mundo ''acadêmico'' cursando Filosofia, adorava demais estudar as teorias e até mesmo dar aula, mas com o tempo, comecei a querer mais, ir além, lidar com pessoas e outros profissionais. Foi então que resolvi largar no sexto período e tentar Psicologia. 

Na cidade onde resido o campo de atuação mais forte de psicólogos é o de Recursos Humanos (devido ao polo Industrial) RHou Docência. Já na faculdade de Psicologia, comecei a quase me desmotivar mais uma vez, e comecei a cogitar a faculdade de Comunicação Social pois sempre gostei de escrever e pesquisar diversos assuntos. Foi então que tive contato com o mundo de UX Design. Mas Milly, o que é isso? Meus caros eu também não sabia, quando iniciei o estágio numa certa empresa fui crente que iria atuar no RH, porém tive a sorte de conhecer o outro lado da Psicologia, o de testes de usabilidade. 

Mas tem que ser psicólogo para trabalhar com isso? Não. Essa é uma área dentro do Design que estuda processos de interação de determinada ideia com pessoas e suas experiências, para aprimorar ou até mesmo validar algo. Apesar de ser uma área ''abraçada'' pelo Design, essas pessoas estudam bastante comportamento humano, reação, interação, emoções, engajamento e até mesmo estatística, o que casa bastante com quem estuda Psicologia. Além disso, é possível um diálogo com pessoas de outras áreas, principalmente as de tecnologia, o que agrega ainda mais aprendizados.  

Podemos fazer uma ligação de diversas áreas da Psicologia Behaviorismo (Psicologia Comportamental) Cognitiva,  Psicometria, Psicologia da Personalidade, Dinâmicas de Grupos e etc... Com  ''User Experience'', ou seja,  experiência centrada no usuário. 

Estou a pouco menos de 7 meses e estou adorando todos os conhecimentos adquiridos, vejo que realmente me encontrei numa profissão e isso é um sentimento tão bom que já estava a um tempinho querendo compartilhar com vocês. Espero ter ajudado pelo menos trazendo um novo olhar da profissão.







Abraços!
#Milly 
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